Sempre achei que os orgasmos relâmpagos eram um mito.
Ok, uma mulher demora mais ou menos tempo a atingir um orgasmo (sem contar com aquelas infelizes que não sabem o que isso é), mas aqueles que são descritos nos livros, ou que vemos nos filmes, aqueles orgasmos speed limit, sempre pensei que eram uma fantasia, algo idealizado, sonhado, pois não achava possível uma mulher vir-se em quatro minutos.
Mas o que é facto é que hoje, ao contrário de toda a lógica por todas as razões e mais uma, maleitas, stress, pressa, cansaço, ultrapassei o limiar do tempo. No 614 - do início ao fim em 12 minutos, all included, foreplay, main target, washing, dress up. Claro que este feito só é possível com um homem, e só com ele.
Como é obvio. Nem é preciso perguntar quem. O seu toque põe-me a pele em ponto de rebuçado. A sua língua tira-me do sério. E, claro, o seu sexo é anatómicamente perfeito.
Speed limit with Mr. Goodnight...
...THE Man!
Wednesday, November 18, 2009
Friday, October 30, 2009
Símbolos
Vidas...
cruzadas
baralhadas
orientadas
trocadas
com esperanças partilhadas
caminhos escolhidos -
- sózinhos...
ou acompanhados
a três, a quatro, ao desbarato.
Todos, um só,
uns sem rumo
outros com o Norte alinhado.
Procuram respostas
em mim:
Espelho do Universo
Indiana Jones dos tempos modernos.
alguém lendo símbolos,
dando-lhes SENTIDO!
cruzadas
baralhadas
orientadas
trocadas
com esperanças partilhadas
caminhos escolhidos -
- sózinhos...
ou acompanhados
a três, a quatro, ao desbarato.
Todos, um só,
uns sem rumo
outros com o Norte alinhado.
Procuram respostas
em mim:
Espelho do Universo
Indiana Jones dos tempos modernos.
alguém lendo símbolos,
dando-lhes SENTIDO!
Tuesday, October 27, 2009
Salmon Skin e Manicómio
Deliciei-me ontem em frente à televisão, algo que não acontecia há muito tempo. Com vinte peças de sushi e salmon skin à minha frente, um chá fumegante, molho de soja e pauzinhos, dediquei-me, de corpo e alma, às novas aventuras do Dr. House, homem brilhante, incrívelmente sexy, mas incapaz de lidar com qualquer tipo de emoção.
É curioso, porque no Universo, perfeito como é, nada acontece por acaso: os acontecimentos dos últimos dias seguidos das aventuras deste fantástico médico vieram-me provar mais uma vez, aquilo que eu desde sempre suspeitei:
Os Homens não conseguem lidar com as emoções.
Do mesmo modo como são raríssimas as Mulheres que têm capacidade para visualizar em 3D, os Homens não sabem como lidar com aquilo que sentem. Para eles, é muito mais fácil refugiarem-se atrás de um muro de silêncio ou aparente indiferença, do que serem confrontados com emoções. E porquê? Bom, porque enquanto a lógica é racionalizável (não sei se se poderá dizer isto assim, perdoe-me a semântica portuguesa), as emoções não o são. As emoções sentem-se, logo não são passíveis de caberem num compartimento estanque. Elas fluem, transbordam, invadem e isso dá aos homens um mêdo terrível. Os homens têm o pavor de perder o controlo. Logo, qual a solução?
Simples. Foge-se das emoções.
Esta nova temporada começa com o Dr. House num manicómio, para onde decidiu ir de livre vontade, com o objectivo de aprender a lidar com os seus próprios sentimentos.
Moral da História: os Homens são todos atrasados emocionais. Pena é que nem todos sejam sexys como o House. E só mesmo muito poucos conseguem ser brilhantes.
Mas por outro lado, se não fossem eles, quem daria connosco em doidas?
Thursday, October 15, 2009
Figaro
Já pronta levantei-me da confortável poltrona, enquanto ele me tirava a toalha e o penteador e me admirava o vestido curto, cor de lavanda.
Como pente a dançar entre os dentes e a mão, num gesto intrínsecamente seu disse-me:
"So long gorgeous brunette"
e eu ganhei o dia!
Como pente a dançar entre os dentes e a mão, num gesto intrínsecamente seu disse-me:
"So long gorgeous brunette"
e eu ganhei o dia!
Tuesday, October 13, 2009
À Flor da Pele
Resolvi pagar-lhe na mesma moeda e surprendê-lo. Já que ele me fez a supresa sublime de me vir visitar, achei que merecia uma recompensa.
Esmerei-me e o resultado esteve à vista. O vestido curto de alças de cetim ficava-me a matar, com sapatos de salto alto e um lenço a contrastar, que não tapava, antes deixava antegozar o prazer dos meus ombros nús, numa provocação indecente. Adoro quando a sua língua me passa pelos ombros, me mordisca o pescoço e me sussurra palavras indecentes ao ouvido.
Decidi ir mais longe, e, sob pena de arriscar provocar-lhe um enfarte - vesti um soutien de seda, umas meias e um cinto de ligas a condizer com o vestido, mas deixei as cuecas propositadamente na gaveta. Enquanto me vestia, sorri de desejo contido e de antecipação, ao pensar qual seria a sua reacção quando me metesse a mão entre as pernas e constatasse que não trazia cuecas.
Fui buscá-lo à hora combinada. Quando entrou no meu carro e olhou para mim, o seu olhar desceu para as minhas pernas, com as coxas quase a descoberto pelo vestido e as ligas semi à mostra, como gato escondido com o rabo de fora.
- "Estás um tesão. Pões-me doido! És a Mulher mais sensual que conheço - olha como me deixas!"
Enquanto falava a sua mão deslizou, certeira e ágil como sempre, por entre as minhas pernas. Senti o seu toque e estremeci de prazer antecipado. A água jorrava de dentro de mim em catadupas. Achei que lhe ia dar um AVC, e tive de o acalmar, pois por ele seria ali mesmo, em pleno dia, no meio da rua.
Foi um amor intenso, sôfrego, pleno de saudade, como sempre é, cada vez que estamos juntos.
É o melhor Lover do Universo. O homem que sabe ler o meu corpo como mais nenhum. O homem dos Orgasmos com maiúscula.
O "meu" Mr. GOOOOOOdnight.
Monday, October 12, 2009
Água
gota a gota cai a água
num gesto sensual pelo meu corpo
com mil carícias me afaga
torna-me quente como o fogo
põe-me em brasa, escaldante de prazer
molho os pés vibrante de energia
pergunto-me: que mais hei-de fazer?
com a água renasce um novo dia.
a água traz desejo redobrado
os sentidos inundados de prazer
ondas fortes de desejo alcançado
Amor intenso, acabado de fazer.
a calma vinda da nascente,
jorrou seiva renascida.
dois corpos, um fluir tão quente
Água – fonte da minha Vida!
num gesto sensual pelo meu corpo
com mil carícias me afaga
torna-me quente como o fogo
põe-me em brasa, escaldante de prazer
molho os pés vibrante de energia
pergunto-me: que mais hei-de fazer?
com a água renasce um novo dia.
a água traz desejo redobrado
os sentidos inundados de prazer
ondas fortes de desejo alcançado
Amor intenso, acabado de fazer.
a calma vinda da nascente,
jorrou seiva renascida.
dois corpos, um fluir tão quente
Água – fonte da minha Vida!
Thursday, October 08, 2009
A gotejar...
Deixei este comentário ontem no blog do meu amigo virtual João Trolha, em resposta a uma post dele sobre uma mulher (presumo que seja alguém de quem ele gosta) andar à chuva. Saíu-me assim sem pensar, como é habitual. Gostei dele e decidi eternizá-lo na íntegra aqui no Stargazer.
"gota a gota cai a água
num gesto sensual pelo meu corpo
com mil carícias me afaga
torna-me quente como o fogo
põe-me em brasa, escaldante de prazer
molho os pés vibrante de energia
pergunto-me: que mais hei-de fazer?
com a água renasce um novo dia.
(copyright: Stargazer)
Deixei-te umas linhas no meu Céu. E mais umas no teu msn. Passa por lá. Ah, sim, levantei um pouco do meu véu... mas (ainda) não estou nua na Lua por debaixo dele, apenas de ombros nús.
Queres deitar-me uns pingos de água?
Beijos (molhados) e frescos como a chuva de Outono..."
"gota a gota cai a água
num gesto sensual pelo meu corpo
com mil carícias me afaga
torna-me quente como o fogo
põe-me em brasa, escaldante de prazer
molho os pés vibrante de energia
pergunto-me: que mais hei-de fazer?
com a água renasce um novo dia.
(copyright: Stargazer)
Deixei-te umas linhas no meu Céu. E mais umas no teu msn. Passa por lá. Ah, sim, levantei um pouco do meu véu... mas (ainda) não estou nua na Lua por debaixo dele, apenas de ombros nús.
Queres deitar-me uns pingos de água?
Beijos (molhados) e frescos como a chuva de Outono..."
Wednesday, October 07, 2009
Caír da Folha
Chegou o Outono. Adoro esta estação do ano. Melancólica q.b., convida à introspecção. Apetece ficar em casa, arrumar as coisas, que estiveram a "arejar" durante o Verão. Gosto de fazer bolos para os lanches dos Domingos de Outono e de ficar em casa a beber chá enquanto a chuva cai lá fora.
Iniciei também a fase mais sensual do ano - meias e as ligas sempre a condizer com a roupa. Soube-me bem hoje, depois do duche, calçar as meias, puxá-las num gesto lento e sensual sobre as pernas magras, apertá-las com as ligas. Adoro esse gesto matinal que me faz sentir tão sexy. Gosto de ver o verniz das unhas e os pés cuidados à transparência das meias. Gosto do meu corpo, traduzindo a calma e o savoir faire que só o Outono nos traz.
O Outono marca ainda uma nova fase. Foram-se os entusiasmos de Verão, fechou-se mais um ciclo. Está na altura de começar um novo. Para não variar, existe um homem do Norte. O costume. É karma. É misterioso e acha-se o máximo. Típicamente escorpiónico, o que não me espanta, nem sequer assusta, e muito menos me desencoraja, porque depois de domado o Jekyll, todas as outras feras se tornam bichos de estimação.
Mas também um Mouro de sorriso rasgado me começa a desassossegar. Talvez demasiado obvio por vezes, tem no entanto a vantagem de uma quick & sharp mind, tem verve, percebe inglês e os trocadilhos que só este idioma permite, e apetece-me pelo menos uma conversa. Temos andado desencontrados, mas parece que finalmente acertámos a rota. Não de colisão, subentenda-se. Trata-se mais de um paralelismo - um lado a lado.
Ah, Outono maravilhoso, ainda bem que chegaste...
Sunday, October 04, 2009
Pantagruel
Já algumas vezes falei aqui do "centerstage" e das luzes da ribalta. Como é obvio, todos nós gostamos de ter um público, de sermos "lidos" e, ainda mais, de sermos comentados. É bom chegar à pagina ver quem alguém nos leu, quanto mais não seja, por se ter perdido na blogosfera e ter navegado, semi à deriva, até nós.
Quando criei o Star fi-lo para mim própria, sem qualquer pensamento de leitura por parte de outras estrelas cadentes que não e apenas eu. Mas o Céu não tem limites, claro, e alguns anjos e demónios chegaram até aqui.
Contudo, não é de mim que quero falar. Acho interessante quando pessoas existem, que são de tal modo egocêntricas, que precisam de um espelho para se reflectirem. Ou seja, têm necessidade de outros bloguistas para sentirem que têm pelo menos um leitor garantido. Aliás, se eu me associar a quem é lido, então tenho a garantia que me lêem, certo? Errado. Quando a escrita é fraca, como que cozinhada, sem no entanto atingir o ponto de caramelo, o doce não solidifica, e a sobremesa fica uma desgraça.
Aliás e para que conste, "crumble" escreve-se com "u", porque vem do verbo "to crumble", que significa, desfazer-se em migalhas (aliás o doce parece feito de muitas migalhas grandes juntas, daí o nome). Um cozinheiro tão viajado pelos sabores orientais, deveria saber utilizar o Pantagruel. E não se servir de forma tão óbvia, do seu ajudante de cozinha...
But then again, nem tudo o que parece, é.
Bon apétit!
Thursday, October 01, 2009
Brincar às Bonecas
Gostei de o ver em interacção com a outra. Pensei que não iria conseguir, que iria ficar furiosa por ela estar a ter prazer com um corpo que considero "meu". Achei que entre o lado de lá e o lado de cá a barreira seria tão forte que me iria sentir de parte. Mas o engraçado é que me tornei espectadora de duas marionetas que obedeceram a todos os meus caprichos.
A Barbie - versão anti-anorexia - e o Ken, também ele com um pouco de barriga a denunciar a passagem do tempo. E eu fui a Menina que os pus a fazer tudo aquilo que eu queria. De trás, de frente, de lado, ele tudo fez para que todos os meus caprichos fossem satisfeitos.
Ela foi simplesmente um objecto de prazer, recipiente de esperma, corpo que se utiliza para obter um orgasmo. Há mulheres que se sujeitam a tudo para terem um homem a penetrá-las. Até serem comandadas à distância pelas mãos de outra mulher. Revolta-me isso. Passamos anos a explicar aos homens que nos devem tratar como Deusas. Depois vêm as outras e não se importam de serem tratadas como Escravas. Estragam todo o nosso trabalho de socialização masculina!
Entre ela e uma boneca insuflável, a diferença foi pequena. Mas, claro, ele não tem subtileza de espírito para reparar nisso. A expressão dele espelhava o enorme tesão que lhe provocava o facto de me estar a servir.
Entre ela e uma boneca insuflável, a diferença foi pequena. Mas, claro, ele não tem subtileza de espírito para reparar nisso. A expressão dele espelhava o enorme tesão que lhe provocava o facto de me estar a servir.
E eu adorei fazer de Deus(a).
De Vénus, obviamente.
Tuesday, September 29, 2009
Novas Experiências
Há coisas sobre as quais não se fala. E muito menos se escreve. São acontecimentos únicos nas nossas vidas que preferimos guardar para nós. Fica apenas um suave registo para as nossas recordações. Um dia, passados muitos anos, quando relemos essas breves crónicas, todas essas experiências saltam das gavetas empoeiradas da nossa memória, numa dança sensual e ritmica pelo centerstage do nosso cérebro. Às vezes, basta-me isso.
Mas não quero deixar de registar aqui, que realmente a partilha não é fácil. Mas não é fácil quando não é feita como deve de ser. Quando todas as partes envolvidas estão em pé de igualdade, quando existe fair play e jogo aberto, quando ninguém se sente enganado, traído ou ludibriado, a sensação é única.
É todo um Mundo de novas possibilidades que se abre.
É todo um Mundo de novas possibilidades que se abre.
É mais uma aprendizagem.
Wednesday, September 16, 2009
Crónicas dos últimos dias...
Não consigo. Pela primeira vez na vida e na história do Stargazer as palavras não me saiem com a facilidade habitual. São demasiadas as impressões, emoções e vivências dos últimos dias. Talvez se organizar as ideias, possa, pelo menos transpor em parágrafos o que sinto em relação a cada uma dessas vivências recentes.
O "grand bleu" envolveu-me num manto de melancolia ao ver os despojos, não do dia, mas da noite fatídica em que o gigante de aço mergulhou nas águas geladas do Atlântico Norte, levando consigo mais de um milhar de almas. Pessoasde corpo e alma, que viveram, amaram, riram e choraram, perdidas algures nas brumas da memória, regressam agora, através dos objectos recuperados de uma histíria virada mito, para nos recordar como foi. Arrepia ver detalhes do dia-a-dia de tanta gente, tantas vidas entrecotadas pela catástrofe, impedidas de florescer, de se perpetuarem no tempo. Enclausuradas no espaço encharcado do fundo do mar, repousam, como que pairando no espaço para uma eternidade.
O mar volta a ser tema, esta semana, desta feita em forma de Concha. Inesperadamente, ela abriu-se para acolher uma Pérola no seu seio. A Pérola precisa de ser protegida e a Concha tem que sentir o que significa albergar uma Vida, protegê-la, dar-lhe santuário para ela se retemperar. O que a Concha tem que aprender é a fechar-se oportunamente, sempre que um Pescador se aproxima, para proteger a "sua" Pérola de ser roubada, para ser vendida por meia dúzia de tostões, acabando perfurada e moribunda ao pescoço de uma mulher qualquer.
O azul transforma-se em carmim e dá lugar à volúpia. Muitas vezes confundida com a luxúria, uma nada tem a ver com a outra. A volúpia é o prazer dos sentidos. É deitar-me em lençois de cetim cor-de-pérola, enquanto pétalas de rosa escarlate esvoaçam suavemente sobre a cama, pousando na minha pele, perfumando-a. É jantar à luz das velas num templo gourmet e saborear cada garfada com cada papila gustativa alerta e a vibrar de prazer. É um orgasmo do paladar. É sentir as tuas mãos macias pelo meu corpo nú, afagando-o, descobrindo devagar os meus segrêdos, enquanto a tua boca mordisca o meu colar de pérolas.
A luxúria é o regresso ao Inferno, é um dos Sete Pecados Capitais. A luxúria é lascívia, é algo de profundamente negativo, é a beleza sexual profanada, transformada em tudo o que é violento, abjecto, chocante e demoníaco.
Krishna disse: "a luxúria, nascida da paixão, transforma-se em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demónio. Conheça-a como o inimigo."
A luxúria é o desejo passional e egoísta por tudo o que é prazer sexual ou material. A volúpia é o despertar dos sentidos através de tudo o que é belo. A luxúria é o adormecer dos sentidos pelo excesso de tudo o que é sinistro. Já sei que não vais concordar comigo. Reaccionária por natureza, fazes-me lembrar os livros da Mafalda. Mas cumpri a promessa de te dizer o que penso em relação a esse post provocatório.
Por vezes o Céu Não Quer Esperar. Foi este o caso. A ironia do Universo é absolutamente fascinante neste caso particular. Penso que "Ela" arranjou maneira de o vir buscar, por ter entendido post mortem a sua maldade e falta de honestidade. No fundo, ficou-se a rir. Se tivesse sido up-side-down, certamente que a minha vida seria totalmente diferente. Mas por vezes, há Vidas em que não temos as coisas facilitadas. Outras virão em que seremos raínhas, princesas, célebres e ricas. Bom, não me posso queixar. Pelo menos nesta sou interessante e gira, o que já não é mau.
Protagonismo?
I always loved the Limelight.
O "grand bleu" envolveu-me num manto de melancolia ao ver os despojos, não do dia, mas da noite fatídica em que o gigante de aço mergulhou nas águas geladas do Atlântico Norte, levando consigo mais de um milhar de almas. Pessoasde corpo e alma, que viveram, amaram, riram e choraram, perdidas algures nas brumas da memória, regressam agora, através dos objectos recuperados de uma histíria virada mito, para nos recordar como foi. Arrepia ver detalhes do dia-a-dia de tanta gente, tantas vidas entrecotadas pela catástrofe, impedidas de florescer, de se perpetuarem no tempo. Enclausuradas no espaço encharcado do fundo do mar, repousam, como que pairando no espaço para uma eternidade.
O mar volta a ser tema, esta semana, desta feita em forma de Concha. Inesperadamente, ela abriu-se para acolher uma Pérola no seu seio. A Pérola precisa de ser protegida e a Concha tem que sentir o que significa albergar uma Vida, protegê-la, dar-lhe santuário para ela se retemperar. O que a Concha tem que aprender é a fechar-se oportunamente, sempre que um Pescador se aproxima, para proteger a "sua" Pérola de ser roubada, para ser vendida por meia dúzia de tostões, acabando perfurada e moribunda ao pescoço de uma mulher qualquer.
O azul transforma-se em carmim e dá lugar à volúpia. Muitas vezes confundida com a luxúria, uma nada tem a ver com a outra. A volúpia é o prazer dos sentidos. É deitar-me em lençois de cetim cor-de-pérola, enquanto pétalas de rosa escarlate esvoaçam suavemente sobre a cama, pousando na minha pele, perfumando-a. É jantar à luz das velas num templo gourmet e saborear cada garfada com cada papila gustativa alerta e a vibrar de prazer. É um orgasmo do paladar. É sentir as tuas mãos macias pelo meu corpo nú, afagando-o, descobrindo devagar os meus segrêdos, enquanto a tua boca mordisca o meu colar de pérolas.
A luxúria é o regresso ao Inferno, é um dos Sete Pecados Capitais. A luxúria é lascívia, é algo de profundamente negativo, é a beleza sexual profanada, transformada em tudo o que é violento, abjecto, chocante e demoníaco.
Krishna disse: "a luxúria, nascida da paixão, transforma-se em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demónio. Conheça-a como o inimigo."
A luxúria é o desejo passional e egoísta por tudo o que é prazer sexual ou material. A volúpia é o despertar dos sentidos através de tudo o que é belo. A luxúria é o adormecer dos sentidos pelo excesso de tudo o que é sinistro. Já sei que não vais concordar comigo. Reaccionária por natureza, fazes-me lembrar os livros da Mafalda. Mas cumpri a promessa de te dizer o que penso em relação a esse post provocatório.
Por vezes o Céu Não Quer Esperar. Foi este o caso. A ironia do Universo é absolutamente fascinante neste caso particular. Penso que "Ela" arranjou maneira de o vir buscar, por ter entendido post mortem a sua maldade e falta de honestidade. No fundo, ficou-se a rir. Se tivesse sido up-side-down, certamente que a minha vida seria totalmente diferente. Mas por vezes, há Vidas em que não temos as coisas facilitadas. Outras virão em que seremos raínhas, princesas, célebres e ricas. Bom, não me posso queixar. Pelo menos nesta sou interessante e gira, o que já não é mau.
Protagonismo?
I always loved the Limelight.
(The backstage is for the secondary actors).
Tuesday, September 15, 2009
...and he stayed!
E ele veio. E sentou-se. E conversou. E ficou. E é bom saber que ele existe no meu Mundo.
Wednesday, September 09, 2009
T.G.F.
Mercúrio virou retrógrado e a confusão instalou-se nas comunicações. A maioria das pessoas sorri descrente quando explicamos este fenómeno astrológico. Mas o que é facto é que não falha.
Tinha combinado esta semana, um get together com o Starwalker por templos gourmet para pormos a escrita verbal em dia. Estava mesmo a antecipar com prazer esse prazer antecipado - não, não se trata de um pleonasmo. Até já tinha escolhido o sítio onde nos iríamos sentar em tête-à-tête e deixar fluir a torrente incessante de palavras que nascem sempre que estamos juntos.
Ele provocou-me, ontem, quando lhe liguei. Com uma sensualidade na voz que não costuma utilizar quando fala comigo, respondeu à minha pergunta sobre se nos poderiamos encontrar para almoçar com um arrastado:
- "Rosselini, que queres tu fazer comigo?"
Não é fácil resistir a esses arremessos de sensualidade pulsante, e nesses raros momentos, lembro-me da sua voz a sussurar-me ao ouvido naquela noite tórrida de início de Verão, que o meu sabor o punha louco.
Ri-me, fiz uma pausa do lado de cá da linha telefónica tipo adolescente corada e disse: Baby, não quero nada de ti. Ou melhor, quero TUDO, mas contento-me com a tua verve. Ele riu-se e lá combinámos tudo para sexta-feira.
Hoje quando deambulava pela net no escritório à hora do almoço, reparei com um arrepio, que o mensageiro dos deuses estava de novo de pernas para o ar desde ante-ontem, e pensei para comigo: "que vai ser desta vez?".
Pois hoje à tarde chegou o resultado, como análises ao colesterol temidas pelos cardíacos hipertensos, mas que não deixam de comer os seus petiscos mortais ou mortíferos.
Confusion! A mess! Vicious games!
Starwalker, my beloved Friend, perpetuo aqui o célebre refrão dos Simply Red: "Stay Baby, Stay Baby, Stay! Manda as bocas dos palermas para as urtigas e vamos mas é fazê-los sentir ridículos.
See you there...on Friday!
Tinha combinado esta semana, um get together com o Starwalker por templos gourmet para pormos a escrita verbal em dia. Estava mesmo a antecipar com prazer esse prazer antecipado - não, não se trata de um pleonasmo. Até já tinha escolhido o sítio onde nos iríamos sentar em tête-à-tête e deixar fluir a torrente incessante de palavras que nascem sempre que estamos juntos.
Ele provocou-me, ontem, quando lhe liguei. Com uma sensualidade na voz que não costuma utilizar quando fala comigo, respondeu à minha pergunta sobre se nos poderiamos encontrar para almoçar com um arrastado:
- "Rosselini, que queres tu fazer comigo?"
Não é fácil resistir a esses arremessos de sensualidade pulsante, e nesses raros momentos, lembro-me da sua voz a sussurar-me ao ouvido naquela noite tórrida de início de Verão, que o meu sabor o punha louco.
Ri-me, fiz uma pausa do lado de cá da linha telefónica tipo adolescente corada e disse: Baby, não quero nada de ti. Ou melhor, quero TUDO, mas contento-me com a tua verve. Ele riu-se e lá combinámos tudo para sexta-feira.
Hoje quando deambulava pela net no escritório à hora do almoço, reparei com um arrepio, que o mensageiro dos deuses estava de novo de pernas para o ar desde ante-ontem, e pensei para comigo: "que vai ser desta vez?".
Pois hoje à tarde chegou o resultado, como análises ao colesterol temidas pelos cardíacos hipertensos, mas que não deixam de comer os seus petiscos mortais ou mortíferos.
Confusion! A mess! Vicious games!
Starwalker, my beloved Friend, perpetuo aqui o célebre refrão dos Simply Red: "Stay Baby, Stay Baby, Stay! Manda as bocas dos palermas para as urtigas e vamos mas é fazê-los sentir ridículos.
See you there...on Friday!
Tuesday, September 08, 2009
Santuário dos Equívocos
Estimula-me a mente!
Pedido urgente - angústia premente.
Conversas acabadas!
Palavras arrancadas ao silêncio de quem está sempre ausente.
Soltas?
Não.
Dançarinas sem nexo,
prisioneiras do sexo escondido sob floreados copiados a outras mentes mais inteligentes.
Filosofias, Orientes...
...ilusões fugazes de sentimentos incapazes:
Sentir - Viver - Escrever!
Arte de sentir alegria por ser pulsante de Vida
e não oco, vazio, à deriva...
de quem afinal gostaria...
mas lhe falta a coragem
de fluir no sentir como um rio.
Pedido urgente - angústia premente.
Conversas acabadas!
Palavras arrancadas ao silêncio de quem está sempre ausente.
Soltas?
Não.
Dançarinas sem nexo,
prisioneiras do sexo escondido sob floreados copiados a outras mentes mais inteligentes.
Filosofias, Orientes...
...ilusões fugazes de sentimentos incapazes:
Sentir - Viver - Escrever!
Arte de sentir alegria por ser pulsante de Vida
e não oco, vazio, à deriva...
de quem afinal gostaria...
mas lhe falta a coragem
de fluir no sentir como um rio.
Sunday, September 06, 2009
Amores de Verão
Os nossos pés deixavam marcas na areia.
Lembro-me de ter subitamente seguido o seu olhar a meio da conversa e ver que se detinha exactamente nos meus pés.
Tenho uns pés lindos. Esguios, de dedos finos e unhas grandes, pintadas de carmim. Não daquele encarnado escuro quase roxo tipo lavadeira, tão na moda entre a malta assim mais "apirosada", mas sim assumidamente escarlate da cor do pecado. São poucas as mulheres que assumem que o pecado começa ou acaba nos pés!!! E são poucas, mesmo muito poucas as mulheres que se podem dar ao luxo de pintar as unhas dos pés de encarnado cor de sangue, pulsante de vida, e, ao invés de ficarem vulgares, ficam sexys, simbolizando aquilo que se denomina de venusianamente sensual! Não conheço nenhum homem que não adore os meus pés! (Fica a informação: o meu verniz chama-se "VOLÙPIA", dito com sotaque brasileiro com "L" enrolllllado e enfoque no "U")
Achei no entanto curioso que o seu olhar seguisse os meus passos, porque simplesmente não estava à espera disso. Subi o meu e deparei-me com um sorriso maroto e um piscar de olhos.
Umas noites mais tarde, recebi um morango "pescado" de um jarro de sangria. Senti-me envergonhada, ali, à frente de tantas testemunhas, e de tantas frutas exóticas, tinha logo que ser um morango, símbolo de volúpia. Sorri. Again, the colour of sin. O seu olhar desceu pelo meu decote castanho. O castanho fica-me bem à pele bronzeada.
Muito mais tarde entendi o porquê daquela inesperada e súbita atracção.
Your planets, my Sky. Absolutamente fantástico.
Amores levezinhos de Verão...sombras alongadas num final de tarde de equinócio, pegadas na areia, presságio de um Outono que se adivinha colorido.
Lembro-me de ter subitamente seguido o seu olhar a meio da conversa e ver que se detinha exactamente nos meus pés.
Tenho uns pés lindos. Esguios, de dedos finos e unhas grandes, pintadas de carmim. Não daquele encarnado escuro quase roxo tipo lavadeira, tão na moda entre a malta assim mais "apirosada", mas sim assumidamente escarlate da cor do pecado. São poucas as mulheres que assumem que o pecado começa ou acaba nos pés!!! E são poucas, mesmo muito poucas as mulheres que se podem dar ao luxo de pintar as unhas dos pés de encarnado cor de sangue, pulsante de vida, e, ao invés de ficarem vulgares, ficam sexys, simbolizando aquilo que se denomina de venusianamente sensual! Não conheço nenhum homem que não adore os meus pés! (Fica a informação: o meu verniz chama-se "VOLÙPIA", dito com sotaque brasileiro com "L" enrolllllado e enfoque no "U")
Achei no entanto curioso que o seu olhar seguisse os meus passos, porque simplesmente não estava à espera disso. Subi o meu e deparei-me com um sorriso maroto e um piscar de olhos.
Umas noites mais tarde, recebi um morango "pescado" de um jarro de sangria. Senti-me envergonhada, ali, à frente de tantas testemunhas, e de tantas frutas exóticas, tinha logo que ser um morango, símbolo de volúpia. Sorri. Again, the colour of sin. O seu olhar desceu pelo meu decote castanho. O castanho fica-me bem à pele bronzeada.
Muito mais tarde entendi o porquê daquela inesperada e súbita atracção.
Your planets, my Sky. Absolutamente fantástico.
Amores levezinhos de Verão...sombras alongadas num final de tarde de equinócio, pegadas na areia, presságio de um Outono que se adivinha colorido.
Friday, August 21, 2009
Farinha de Espelta
É curiosos como a Vida pode mudar 180 graus em poucas horas. Bom, até em minutos. Ou mesmo segundos. A mudança da minha foi um pouco mais lenta, durou duas semanas. As notícias são fantásticas.
Acendeu-se a Luz ao fundo do túnel. A minha sombra resolveu o problema que tinha pendente. Cronológicamente sem lógica, mas o que é facto é que o resolveu.
Por outro lado descobri um novo interesse e constatei - possivelmente a preparar um futuro pré-menopausiano (que espero ainda longínquo) - que o sexo não é a única forma de nos espelharmos nos outros. Talvez neste momento não esteja tão sexy como quem me conhece sob esse prisma gostaria. As curvas estão menos definidas, mas o bem estar que sinto é algo que compensa tudo. A minha pele irradia juventude, a energia brota dentro de mim. Não daquela forma incessante "pilhas duracell long life", mas sim de um modo calmo, tranquilo, de quem descobriu mais uma coisa a seu respeito e conseguiu desenvolver um novo interesse. Por outro lado o Inverno espera-me a saber que posso mesmo vestir TUDO, porque a minha cintura parece a de uma miúda de 25 anos (bem feita, claro está!). Delícia!
Há umas largas semanas atrás, em pânico, fiz uma promessa. O Universo compensou-me. Vou cumpri-la. Até ao fim!
Tuesday, August 11, 2009
Ervas daninhas
Existe uma espécie botânica que é como que uma praga num jardim - as ervas daninhas. Elas crescem por todo o lado, invadindo - sem dó nem piedade - os mais bonitos canteiros, destruindo tudo à sua volta. Semeamos durante semanas com carinho e dedicação. Depois, vem uma dessas pragas e estraga todo o nosso trabalho e esforço.
Na Vida também há pessoas assim. Alimentam-se da nossa energia, tais como vampiros esfomeados. Quando nos sugaram tudo, partem para outro pescoço, à procura de saciarem a sua sede. Mas voltando de vez em quando "a casa" para nos tornar a morder, como que viciados em nós. Nunca estão satisfeitas.
Está provado que o vampirismo pode ser um tipo doentio de relação. Tanto para o vampiro, como para a sua vítima. A manipulação emocional é algo que conheço muito bem. Sou doutorada nela, pois conheci muito de perto um expert disso - o Camaleão. Por incrível que pareça, também foi em Agosto que resolvi ir buscar o insecticida e erradicar para sempre essa praga funesta da minha vida. Morto, enterrado, com sete palmos de terra em cima. Foi o funeral mais divertido que alguma vez fiz a alguém. Custou-me imenso "matá-lo", mas depois de morto, foi a dançar que o enterrei.
Engraçado que, olhando agora para trás, reparo como existem paralelismos, até na época do ano. Acabei de fazer o enterro a mais um. Também se poderia chamar de Camaleão. Até pela facilidade com que muda de personalidade, de nick, de estratégia. Infelizmente, fez o mesmo erro que o seu predecessor da mesma espécie: subestimou o meu instinto de sobrevivência! E a surpresa será grande quando entender que está, como dizíamos em criança, morto, matado, morrido. Este não o vou enterrar. Fiz como aos vampiros - foi cremado e as cinzas espalhadas pelo jardim, para ao menos servirem para fertilizar alguma coisa!
Chegou a hora de crescerem os Trevos. De quatro folhas, claro está!
Na Vida também há pessoas assim. Alimentam-se da nossa energia, tais como vampiros esfomeados. Quando nos sugaram tudo, partem para outro pescoço, à procura de saciarem a sua sede. Mas voltando de vez em quando "a casa" para nos tornar a morder, como que viciados em nós. Nunca estão satisfeitas.
Está provado que o vampirismo pode ser um tipo doentio de relação. Tanto para o vampiro, como para a sua vítima. A manipulação emocional é algo que conheço muito bem. Sou doutorada nela, pois conheci muito de perto um expert disso - o Camaleão. Por incrível que pareça, também foi em Agosto que resolvi ir buscar o insecticida e erradicar para sempre essa praga funesta da minha vida. Morto, enterrado, com sete palmos de terra em cima. Foi o funeral mais divertido que alguma vez fiz a alguém. Custou-me imenso "matá-lo", mas depois de morto, foi a dançar que o enterrei.
Engraçado que, olhando agora para trás, reparo como existem paralelismos, até na época do ano. Acabei de fazer o enterro a mais um. Também se poderia chamar de Camaleão. Até pela facilidade com que muda de personalidade, de nick, de estratégia. Infelizmente, fez o mesmo erro que o seu predecessor da mesma espécie: subestimou o meu instinto de sobrevivência! E a surpresa será grande quando entender que está, como dizíamos em criança, morto, matado, morrido. Este não o vou enterrar. Fiz como aos vampiros - foi cremado e as cinzas espalhadas pelo jardim, para ao menos servirem para fertilizar alguma coisa!
Chegou a hora de crescerem os Trevos. De quatro folhas, claro está!
Monday, August 10, 2009
Pump it up!
Decididamente estou melhor e o Universo traz-me esse eco.
Hoje ao final do dia recebi um sms totalmente inesperado com um convite para um get together lúdico bdsm logo que a saúde assim o permita. Daqueles que eu adoro e só o Jekyll me sabe proporcionar. Confesso que neste momento me sinto tudo menos um ser sexual, mas soube-me que nem ginjas ler aquelas palavras tão intrínsecamente e loucamente "Jekyllianas"!
Também ele (ou melhor, até ele!!!) me tem mandado sms quase todos os dias a saber de mim, Para além de todas as borlas que me deu nas últimas semanas, das inúmeras dúvidas que lhe coloquei relativamente a diagnósticos de maleitas e de me ter aturado a angústia até saber o resultado das análises! Ele, que não tem pachorra nenhuma para telefones!
É realmente surpreendente a Vida.
Começo a pulsar de novo com ela. Só espero conseguir manter o batimento a um ritmo estável.
Still tired, still fragile, still recovering...but ALIVE (and almost kicking)!
Hoje ao final do dia recebi um sms totalmente inesperado com um convite para um get together lúdico bdsm logo que a saúde assim o permita. Daqueles que eu adoro e só o Jekyll me sabe proporcionar. Confesso que neste momento me sinto tudo menos um ser sexual, mas soube-me que nem ginjas ler aquelas palavras tão intrínsecamente e loucamente "Jekyllianas"!
Também ele (ou melhor, até ele!!!) me tem mandado sms quase todos os dias a saber de mim, Para além de todas as borlas que me deu nas últimas semanas, das inúmeras dúvidas que lhe coloquei relativamente a diagnósticos de maleitas e de me ter aturado a angústia até saber o resultado das análises! Ele, que não tem pachorra nenhuma para telefones!
É realmente surpreendente a Vida.
Começo a pulsar de novo com ela. Só espero conseguir manter o batimento a um ritmo estável.
Still tired, still fragile, still recovering...but ALIVE (and almost kicking)!
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